A Netflix sempre foi sinônimo de séries e filmes, a gigante do streaming nunca aparentou se interessar em eventos esportivos ao vivo, parecendo satisfeita em explorar o drama e a narrativa dos esportes através de documentários, como a aclamada “Drive to Survive” da Fórmula 1.
No entanto, 2024 marcou um ponto de virada para a empresa. Logo em janeiro ela desembolsou 5 bilhões de dólares pelos direitos da WWE em todos os países (menos nos Estados Unidos), as transmissões começarão em 2025.
No mesmo ano, a plataforma já transmitiu um jogo exibição de tênis entre Rafael Nadal e Carlos Alcaraz, uma luta de boxe entre a lenda Mike Tyson e o youtuber Logan Paul, e vai transmitir com exclusividade a rodada de natal da NFL.
Nesta semana a empresa garantiu mais um direito importante, e o primeiro no mundo do futebol: as Copas do Mundo Feminina de 2027 e 2031 para os Estados Unidos. Com os EUA sendo o principal mercado interessado na competição, devido ao sucesso da seleção feminina deles, esse acordo demonstra uma clara intenção de capitalizar em um segmento de público que até então não era alvo direto da Netflix.
Mas essas iniciativas indicam que a Netflix está pronta para entrar de vez no mercado de direitos esportivos?
Poderia ela desafiar o DAZN na Europa? Comprar direitos da Premier League e desbancar a SkySports na Inglaterra? No Brasil, onde o Prime Video já tem um pé no mercado esportivo local, a Netflix poderia rivalizar buscando torneios como a Copa do Brasil ou o Brasileirão? A compra da Libertadores seria viável?
Financeiramente, a Netflix tem os recursos para seguir adiante. Entretanto, a questão não é apenas financeira, mas também cultural e estratégica. O verdadeiro questionamento reside na disposição e na visão de longo prazo da empresa. A aquisição de eventos esportivos locais requer não apenas um investimento financeiro mas também uma adaptação cultural e operacional. Seria necessário construir uma infraestrutura para produção de conteúdo ao vivo, negociar com federações e clubes, além de enfrentar uma concorrência feroz já estabelecida nos mercados locais.
A Netflix já colocou o pé na água dos direitos esportivos e, com essa experiência inicial, talvez esteja na hora de considerar um mergulho mais profundo. A Netflix tem a oportunidade de não apenas diversificar seu catálogo mas também de captar uma audiência que valoriza a experiência ao vivo que os esportes oferecem, ampliando a sua gama de assinantes.
A Netflix já deu sinais de que está pronta para experimentar, mas está preparada para se aprofundar no mercado de direitos esportivos locais?
A resposta pode estar no desempenho desses primeiros passos. Se as transmissões esportivas recentes gerarem engajamento significativo, um aumento nas assinaturas e reforçarem a marca da Netflix como uma plataforma versátil, é provável que vejamos a empresa investir ainda mais no setor. Afinal, o esporte é um dos últimos bastiões da televisão tradicional, se a Netflix decidir avançar, será com certeza uma nova era não só para o streaming, mas para todo o mercado de mídia esportiva.


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